Na Dúvida, Começe Pelo o Título!
Quantos bons textos ou cartas de vendas foram jogadas à lata de lixo como se não fossem nada? Já parou pra pensar nisso? Eles estavam bem estruturados, seguindo os protocolos, virgulados e pontuados corretamente. As palavras estavam empregadas corretamente, tudo estava bem. Mas se estavam tão boas assim, o que as levou a ser ignoradas? Bom, vejamos, bastei dar uma olhada acima do texto, e percebi o erro fatal que as tornaram dispensáveis.
Esquecê-lo é um caminho quase sem volta, visto que ele é quem sinaliza para adentrar nesta trilha cingida de palavras. Você se arriscaria a entrar num mata desconhecida? E se houvesse alguma sinalização ou aviso dizendo que é seguro, arriscaria? Talvez?! Há alguns que sim, mas você compreende que bastou um pequeno aviso com a seguinte palavra: seguro; Para que a pessoa cogitasse na possibilidade de entrar mata?!
Não estou falando daqueles destemidos que iriam mesmo assim, mas daquela parcela de pessoas que prefeririam um comunicado, um pequeno alerta para dizer-lhes que sua entrada valeria à pena. É esse punhado que me interessa. Esse grupo precisa ser convencido de que sua ida será boa, que será uma experiência inesquecível, quem sabe única ou agregadora. Eles precisam ser instigados, movidos a tomar uma ação. E só há um capaz de quebrar sua inércia, o chamariz, vulgo: título.
O que os endereços dos destinatários é para as cartas, os títulos devem ser para os textos. Veja, eles são os responsáveis por nos descrever previamente o que aquele amontoado de palavras tem a nos dizer, e do porque devo tirar uma fração do meu tempo para lê-lo. Enquanto não entender que eles se tornam tão importante quanto o texto, você nunca irá florescer no mundo da escrita. As primeiras impressões contam muito, e o título é a primeira coisa a ser apreciada. Portanto, preze por isso, afinal: “Você nunca recebe uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão.”
Considere bem isso, caro leitor: impressões são como vaga-lumes machos, eles ascendem com o intento de chamar à atenção das fêmeas. É lógico que há outros motivos para além do acasalamento, mas em um estudo citado por Jack Schaffer em seu livro (Manual de Persuasão do FBI) realizado por Marc Brown, este observou que ritmos mais frenéticos com a intensidade da luz emitida pelos vaga-lumes machos, atraiam as fêmeas. O que quero dizer com isso é que: o título de sua copy ou texto devem ser como esses insetos, toda fosforescência precisa vir do título.
Há um fator importante a ser citado sobre os títulos, todos eles precisam está coesos com o texto, afinal de contas, você poria: "Vende-se geladeira mais fria que seu ex" sendo que o produto é um fogão? Coerência é tudo, e pessoas estimam isso. Posto que, ela é um dos princípios listado por Robert B. Cialdini no livro Armas da Persuasão.
Você foi ensinado que a CTA é uma chamada para a ação, certo? E está ok, ela é um dos fundamentos que personifica uma copy. Entretanto, há outra tão importante quanto ela, e eu a apelidei carinhosamente de PDV: "por que devo ler". Essa nova estrutura servirá para que você se oriente durante a produção dos seus textos/copys. Toda vez que estiver produzindo uma, pergunte a si mesmo: Eu leria esse texto só pelo título? Como ele me fisgaria se eu fosse o leitor?
Ok, mas ai você pergunta: Por que eu deveria escrever para outras pessoas além daquelas que quero? Bom, o fato não está em escrever, mas em criar uma isca tão boa, que além da lebre, você tem a possibilidade pegar um javali. É preciso mesmo dizer as vantagens de está levando para casa mais do que o esperado?
Pois bem, voltando ao assunto, pensar desse modo, é abrir a mente para se colocar no lugar daqueles que lerão. Esse exercício é utilizado e foi ensinado por grandes persuasores, como: Dale Cargie, Nicholas Boothman, Cialdini, Robert Greene e até mesmo por você. Não me refiro sobre o título em si, mas do seu elemento inserido. Talvez não esteja se lembrando, mas tenho certeza que você já usou, até porque é graças a ela que mantemos nossa teia social, pois o que seria de nós sem a empatia?!
Pois é, esse simples ato de colocar-se minimamente no lugar de outrem, é válido e nobre. E acredite, essa atividade vem sendo empregada há anos por líderes, escritores e copywriters; usadas tanto nos textos e cartas vendas, quanto nos títulos. A empatia certamente engrandece e potencializa seus resultados.
Veja que é um método simples, a diferença é que ele foi direcionado e explorado em outra seara. É fácil escrever pra quem quer saber, difícil mesmo e chamar atenção dos receosos e acanhados. E é aqui que o vaga-lume surge. Não há motivos para relutância, entre e divirta-se com este texto criado especialmente para você.
Obrigado por ter chegado até aqui!



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